domingo, 19 de junho de 2011

Poema do Amor Humano

Como em tudo competimos
não nos damos conta que no Amor
não cabe competição.

Impeçam as possíveis guerras
santificadas, pois no Amor não há
mortos nem feridos.

Mesmo que haja dilacerações
gangrenas e a falência múltipla dos sentidos
no amor nada disso se faz ritmo.

no Amor a boca é para sugar
a palavra bem-dizer, a pele pra arrepiar
e os olhos para não ver.

Como a erva que vinga no asfalto
inalcançável aos apressados retirantes
o Amor permanecerá, sim permanecerá!

Desconhece-o os que por ele se comunicam, fazendo-lhe
de recurso para outro atributo. Escondido esperando ser
achado, desprovido da agonia aparente.

O Amor da cor a qualquer gente
faz da saliva cantiga de pássaro extinto,
antes mesmo que a morte existisse.

Nilson Marques Jr.

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