A distancia era o que mais nos aproximava:
Adquirir do longe o que nunca se teria perto.
E a distancia qual media a nós, hoje é a reverberação
do vazio dentro do vazio, engolindo as lembranças e vomitando insônia e uma vontade
lacinante de não ser quem se é.
.
Que ao menos uma cantiga resista
a esse penar entranhável na carne debulhada,
hoje sem qualquer serventia, é o tátil do nada.
Miserável poesia que não me larga!
Como deve ser bom não ter razão, e cheirar perfumes, logo esquecendo e voltar a senti-los
a razão está em ti, estás certa em tudo quanto pondes a fazer.
Era o verso acusador, erra minha carne, está carne que não estanca nem cessa seu sangrar.
Nilson Marques Jr.