O mundo está ficando longo demasiadamente.
Cheio de verdades negadas e angústias.
Posso conhecer tudo sem saber o cheiro
das coisas, se é que existe gente além das coisas.
Eu deveria ter medo. Contabilizo o pouco
do que me sobra de lembranças esmigalhadas; poderia
ao menos me dispor a estar, como se
houvesse fé nisto, mas não há.
Estou estranho como mandacaru em centro urbano.
E livre feito pássaro levado em gaiola.
Entender que o mundo chegou ao cúmulo das
não conquistas, mãos sem mãos conhecidas, risos caricaturáveis
Saber que estou sem estar presente
ou cidadão pária de terras tão impossivelmente
iguais a mim, é reconhecer a distancia de si mesmo.
Não aceito perder a rudeza de ser gente,
a parte de todas as janelas quais espreito
sobre todas as camas em que me deito
eu o poeta, o Nilson, a fera humana, nordestino
na saliva e nas retinas, me desencontro do mundo.
Absorvo a poeira dos casarões, o suor dos ônibus,
sargaços das praias, o piche do asfalto, o verde do ingazeiro,
o amarelado das fotografias, embrenhado no Quando para me comunicar
sendo a linguagem explícita em contato com gente: Gente!
Nilson Marques Jr.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Carta ao Amor distante
Neste últimos tempos
tenho te amado em silêncio
tenho calado os sentidos
tenho pouco dormido.
Nestes meses anteriores
muitos foram os dissabores
e outros tantos me tenho esquecido.
Nestas outras horas que se
encerram arde a carne
destas palavras simples
por te amar, eu feita de
silvos noturnos, desejos absurdos,
te sinto atravessado, prendo essa marca
ao meu corpo inundado já
de tanta espera ganha, ferida de gozo,
desarmada, prenhe em delírio.
Nilson Marques Jr.
tenho te amado em silêncio
tenho calado os sentidos
tenho pouco dormido.
Nestes meses anteriores
muitos foram os dissabores
e outros tantos me tenho esquecido.
Nestas outras horas que se
encerram arde a carne
destas palavras simples
por te amar, eu feita de
silvos noturnos, desejos absurdos,
te sinto atravessado, prendo essa marca
ao meu corpo inundado já
de tanta espera ganha, ferida de gozo,
desarmada, prenhe em delírio.
Nilson Marques Jr.
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