quinta-feira, 16 de junho de 2011

Serenidade

Nada muito complicado
simples assim mesmo como
tomar café fresco numa manhã fria.

Como não desmantelar os sentidos
ao golpe ferino da feminilidade plural?

E são gestos, risos, um punhado
de cores em sua força verdadeira.

Qual a forma do Belo e pra que te serve saber tal coisa?

Beleza é estado gracioso
que se mantem longe dos ponteiros,
rebentando tudo e não há quem o suporte.

Essa inquietação incompreendida
é teu jeito de se dispor dos percalços para correr
Está chovendo tanto e só a poesia
tem a coragem de te seguir.

Tua imagem chega ante o mar
(te imagino beira-mar, catando cristais de sal, serenamente.)
E tem chovido tanto nos meus versos ultimamente
sem mistério ou coisa semelhante

O mundo todo é noite é mar é chuva são teus olhos sorrindo.

Nilson Marques Jr.

2 comentários:

  1. Serenamente,placidamente belo, de uma graciosidade deliciosa. Eu não imaginei até vi a figura a beira mar.

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  2. Tamanha sorte tem essa mulher, ao que habitas a imaginação desse poeta.
    Quem sabe os cristais que ela está a catar, não sejam fragmentos de sonhos, que ainda restam pra se sonhar?!

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