Mais um verso inútil sobre minha alma.
Que vagueia intocável entre corpos secretos,
flores feridas.
Mais um lamento engessado de saudade.
Meu verso é minha mãe e é meu pai.
Por onde confesso pequenas belezas possíveis: uma declaração de amor,
uma lembrança de infância, uma espera saciada.
É por onde me salvo sem palavra alguma meu verso me denuncia.
O vejo em concreto armado
e nos artifícios da solidão.
Nilson Marques Jr.
Nenhum comentário:
Postar um comentário