terça-feira, 11 de junho de 2013

Verso Inútil

Mais um verso inútil sobre minha alma. 
Que vagueia intocável entre corpos secretos,
flores feridas.

Mais um lamento engessado de saudade. 
Meu verso é minha mãe e é meu pai. 
Por onde confesso pequenas belezas possíveis: uma declaração de amor, 
uma lembrança de infância, uma espera saciada.

É por onde me salvo sem palavra alguma meu verso me denuncia. 
O vejo em concreto armado 
e nos artifícios da solidão.

Nilson Marques Jr.

Nenhum comentário:

Postar um comentário