sábado, 2 de julho de 2011

*Estreme

 E o peito acelera-se no batuque
Toda uma vida inalada, entorpecendo
o corpo, que já não via mais nada.

Escuridão.
Minha fresca e assombrosa escuridão.
Meus ventos mortos, meus cárceres,
meus prisioneiros, minhas trevas.

Enrolo-me em ânsias sedosas,
aqueço-me e voo buscando o ápice deste poço
que é minha alma.

Tão duvidosa, arcaica e mínima
é minha alma.

De seus sussurros nascem flores
De seu tempo germinam sensações.

E o peito em transe acalma-se,
e por fim explode renovando as coisas postas

então candeço-nebuloso,
no mar calmo e intenso do existir.

Nilson Marques Jr.

2 comentários:

  1. * Este poema faz parte da coletânea Poetas em Rebuliço, perfil contemporâneo da Criação Poética no eixo Petrolina / Juazeiro, publicado no ano de 2001.

    Decidi expor aqui para estudo de evolução dentro da poética do poeta, cumprindo a construção do verso branco a qual me disponho versejar.

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  2. Pois em 2001 já fazias versos fortes, brancos... cheio de luzes e sombras...meu colorido poeta, extremamente belo!

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