E o peito acelera-se no batuque
Toda uma vida inalada, entorpecendo
o corpo, que já não via mais nada.
Escuridão.
Minha fresca e assombrosa escuridão.
Meus ventos mortos, meus cárceres,
meus prisioneiros, minhas trevas.
Enrolo-me em ânsias sedosas,
aqueço-me e voo buscando o ápice deste poço
que é minha alma.
Tão duvidosa, arcaica e mínima
é minha alma.
De seus sussurros nascem flores
De seu tempo germinam sensações.
E o peito em transe acalma-se,
e por fim explode renovando as coisas postas
então candeço-nebuloso,
no mar calmo e intenso do existir.
Nilson Marques Jr.
* Este poema faz parte da coletânea Poetas em Rebuliço, perfil contemporâneo da Criação Poética no eixo Petrolina / Juazeiro, publicado no ano de 2001.
ResponderExcluirDecidi expor aqui para estudo de evolução dentro da poética do poeta, cumprindo a construção do verso branco a qual me disponho versejar.
Pois em 2001 já fazias versos fortes, brancos... cheio de luzes e sombras...meu colorido poeta, extremamente belo!
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