quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Carta ao Amor distante

Neste últimos tempos

tenho te amado em silêncio
tenho calado os sentidos
tenho pouco dormido.

Nestes meses anteriores
muitos foram os dissabores
e outros tantos me tenho esquecido.

Nestas outras horas que se
encerram arde a carne
destas palavras simples

por te amar, eu feita de
silvos noturnos, desejos absurdos,
te sinto atravessado, prendo essa marca

ao meu corpo inundado já
de tanta espera ganha, ferida de gozo,
desarmada, prenhe em delírio.

Nilson Marques Jr.

2 comentários:

  1. O que seria do poeta sem estes amores que as mãos buscam alcançar enquanto os versos fluem descrevendo desejos?

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  2. Versos corrosivamente belos.

    Dói por perto o que se tem ao longe.
    Tem-se longe o que de perto se aproxima.
    Tão ao alcance do não poder se ter, que acabamos tendo.

    Moço poeta com alma de toda a gente.

    Meus olhos te agradecem. Minha mente te festeja.

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