Sou o aprendiz de tudo o que ensino.
Meu conhecimento é parte, não totalidade.
Sou um aprendiz de ser.
Se estou entre homens e estou no silêncio de possibilidades
atarracadas a tantas nomeclaturas e planilhas e avanços
e são tantas coisas juntas
eu fico rente a abelhas desapercebidas
entre arranha-céus que não nos dizem nada
além do concreto sujo. Já não me preocupo
em entender ou ser aio, pudesse o meu verso
não ser verso, nem arte, e assim ter o peso da comunicação
dos avós ou o cheiro de qualquer infância
seria o meu conhecimento bem sucedido, mínimo
que fosse, o seria pleno. Mas a existência requer
medo, aí então compreendo minha luzente
insignificância. Noto eu, que jamais fui coisa alguma
exceto desejo. Firme. Dentro do que comungo.
Aprendo como se nada soubesse
estando sem ocupar espaço algum
existindo em momento tão curto quanto
qualquer conhecimento
para dentro do infinito:
Sepultura.
Nilson Marques Jr.
Nenhum comentário:
Postar um comentário