sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Poema do Amor constante

Te amo, no embaralhar de línguas,
neste silencio que as palavras promovem,
eis nele o amor.

Te amo nesta ausencia de perspectiva, como
um clamor ao Sagrado. Um perdão esperado...
E pouco a pouco sílabas e vogais e números vão

lutando, corpo a corpo, sobre o vão da imaginação
em que o desejo publica. Fome aos famintos, sem
miséria alguma, boca e saliva e revolta em desejo.

O cheiro da falta, a sensibilidade da saudade
o nome impresso em ponteiros
e este silvo dentro de cada palavra sem sentido.

Eu te amo. Contínuo. Amo
Haveria um outro verso,
mas essa chuva, e essa luz adiante
e esse arrepio em si mesmo se bastam.

Nilson Marques Jr.

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