terça-feira, 24 de julho de 2012

Poema de luares e Raiares

O sol da meia noite lança raios de teus olhos,
olhar ensolarado sob a neblina de uma vida desmedida.

Na sombra clara, da clara evidência de teus medos
uma rosa muda brota de tua voz.

Armada de espinhos na alva do dia pétalas murcham
cobrindo o rastro de onde viestes, moça dos olhos ensolarados

e me contas tantas histórias de dentro de ti, e pareces imune a esta
coisificação do Amor, para não amar e continuar descrente do

calor que cobre as formas e as bocas que te denunciam
Então dorme menina, dorme que teu sono leve sustenta a vida.

Nilson Marques Jr.

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