Não há lamento na solidão.
O que existe é o temor de encontrar o outro em si.
Em cada passo a miúde, onde a sombra o acompanha,
este vazio de olhar, olhos vazados de ausência
Sem distinguir ações, toque de dedos sobre a superfície oculta
dedos sem digitais e marcas na memória que suavemente se fendem
e minam risos, desejos e o clarão dos olhos sorrindo em comunicação.
Não há lamento na solidão, além do próprio encontro onde o eu monstro se revela.
Nilson Marques Jr.
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