quinta-feira, 10 de maio de 2012

Subterrâneo

Até onde pode ir a alma humana?
As cores vão se reunindo na ribanceira de minha alma
como se no suicídio coletivo tudo pudesse voltar

E ao invés de descer subir, e no perder haver ganho
e a alma humana suportando toda a carga da verdade
As cores da partida. As cores da chegada

As cores do gozo, As cores da decepção de quem decepciona
As cores da página arrancada As cores do amor intragável
são todas elas minhas, e se espelham na ribanceira de minha alma.

Uma voz não sei de quem, me chama e não é o meu nome que se me dá
são nomes de todos os mendigos, de todos esquecidos de si mesmo, é assim que me chama
e a voz é minha, no subterrâneo de minha razão, impura e inerte, é minha a voz que me apavora.

Nilson Marques Jr.

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