A noite corria no asfalto
longe das estrelas, diluindo o cheiro da maresia.
Silêncio violado pelos pontos de luz dos puteiros empoeirados.
A pressa anseia por descanso.
O café quase frio lava a garganta cansada.
Aos cheiros que perderei eu escrevo.
Cruzes cumprimentam timidamente nossa passagem.
Seguimos acumulando nomes de cidades e
fantasias para moer as horas.
A rota vai se concluir numa amálgama
de sensações revisitadas.
Consumir sonhos desgastados por sonhos inusitados.
O clamor do dia volta em outro hemisfério da alma.
E deu uma vontade arretada de rir.
Nilson Marques Jr.
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