sábado, 3 de fevereiro de 2018

Abandono etílico

O último gole já não arde.
Lava a consciente debilidade humana.
Seria doença se não fosse o sono
ou o abandono que aos urbanos agride.

Um poço humano esquecido
por inúmeras utopias vencido.

Do concreto fez sua cama.
Corpo inchado, foi-se a pele fez-se escamas.
Palavras atropeladas no etílico ofício.
Tem seu sindicato como abrigo.
Come poeira pela manhã, o almoço
é o lanche rejeitado, mas tem na cachaça
seu feijão diário.

Nilson Marques Jr.

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