O último gole já não arde.
Lava a consciente debilidade humana.
Seria doença se não fosse o sono
ou o abandono que aos urbanos agride.
Um poço humano esquecido
por inúmeras utopias vencido.
Do concreto fez sua cama.
Corpo inchado, foi-se a pele fez-se escamas.
Palavras atropeladas no etílico ofício.
Tem seu sindicato como abrigo.
Come poeira pela manhã, o almoço
é o lanche rejeitado, mas tem na cachaça
seu feijão diário.
Nilson Marques Jr.
Nenhum comentário:
Postar um comentário