quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poética II

Geralmente a noite é longa
Gelatinosa insônia que sempre
Se apodera do latifúndio dos sentidos

Esmigalhando nervos,
Tornando o sol por essas bandas quantes
Mais que mentiroso

Com carnes salientes
E toda sorte de cores se nos engasgam
No intervalo das coisas

Normalmente escrevo demais
Sobre os outros "como sendo eu"
Para que assim meu catarro na tua cara

Fique bem empregado
Enquanto me esforço em fingir
O quanto isso me enoja!



Nilson Marques Jr.

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