Da necessidade do afago
É que faço meu dia.
A estrutura do real eu corro
Com olhos fechados.
.
Meus versos não dizem nada!
Aliás o poeta que voz fala
Nada sente, senão o sentimento do outro,
Dos que abordam nos sinais fechados.
.
Atributos da miséria mercantilista
E o sorriso preso a vontade
Governista, entre goles de wisky e leite azedo.
.
O que há é o homem, sólido, suado,
Sem direito ao sono e ao medo.
Transeunte da natureza neuplásica.
.
A cama não suporta meu corpo
E nunca me beija esta mulher como da última vez.
É como se me corroesse de ânimo beijá-la.
Não importa como venho parar aqui toda semana
.
Sei por hora que de mim, corpo esfuziante,
Todas as mulheres me beijam por ela.
Na verdade ela tira o vestido,
Em verdade lhe cai dos ombros o vestido.
.
vestido sem cor que sobressalte a dela,
E tudo é delicado como o que penso ser morte
E todas as mulheres que desejei recuam ante ela.
.
Minhas narinas sentem fragancia de carambolas.
Do pé da casa de Dona Dorinha
E sua filha me fez carinho nos cabelos
E me deixou tocar nos seios e eu curioso com
......... Novíssimos pelos pubianos
.
E a vida humana era apenas os seios e meus dedos
Tocando aqueles seios
.
Lembro dos banhos que toda semana espreitava
E da vez que descobri que nenhum pelo guardava
Aquilo que não conhecia e me fascinava.
.
O corpo dela...
Ainda me desconjunta, desarmado e indecentemente vencido.
Tentando tocar essa mulher que é mais que corpo
É sinal do amor Divino, sinal do apocalipse.
.
Sairei de onde sempre saio com a firmeza que ninguém
Me conhecerá, como ontem não ouvi palavra amena.
Como hoje sem mão que me buscasse comum acordo
De pacificação.
.
Mas saindo transbordará tanta coisa
E ninguém continuará recordando essa figura
Entretanto fartarei meus versos provando
Que conheço os lares e seus cômodos.
.
É que faço meu dia.
A estrutura do real eu corro
Com olhos fechados.
.
Meus versos não dizem nada!
Aliás o poeta que voz fala
Nada sente, senão o sentimento do outro,
Dos que abordam nos sinais fechados.
.
Atributos da miséria mercantilista
E o sorriso preso a vontade
Governista, entre goles de wisky e leite azedo.
.
O que há é o homem, sólido, suado,
Sem direito ao sono e ao medo.
Transeunte da natureza neuplásica.
.
A cama não suporta meu corpo
E nunca me beija esta mulher como da última vez.
É como se me corroesse de ânimo beijá-la.
Não importa como venho parar aqui toda semana
.
Sei por hora que de mim, corpo esfuziante,
Todas as mulheres me beijam por ela.
Na verdade ela tira o vestido,
Em verdade lhe cai dos ombros o vestido.
.
vestido sem cor que sobressalte a dela,
E tudo é delicado como o que penso ser morte
E todas as mulheres que desejei recuam ante ela.
.
Minhas narinas sentem fragancia de carambolas.
Do pé da casa de Dona Dorinha
E sua filha me fez carinho nos cabelos
E me deixou tocar nos seios e eu curioso com
......... Novíssimos pelos pubianos
.
E a vida humana era apenas os seios e meus dedos
Tocando aqueles seios
.
Lembro dos banhos que toda semana espreitava
E da vez que descobri que nenhum pelo guardava
Aquilo que não conhecia e me fascinava.
.
O corpo dela...
Ainda me desconjunta, desarmado e indecentemente vencido.
Tentando tocar essa mulher que é mais que corpo
É sinal do amor Divino, sinal do apocalipse.
.
Sairei de onde sempre saio com a firmeza que ninguém
Me conhecerá, como ontem não ouvi palavra amena.
Como hoje sem mão que me buscasse comum acordo
De pacificação.
.
Mas saindo transbordará tanta coisa
E ninguém continuará recordando essa figura
Entretanto fartarei meus versos provando
Que conheço os lares e seus cômodos.
.
Faço, num gesto sutil, encaixe nas
Entranhas sendo virilmente ostensivos, sem receio.
E a moça em meus braços saúda o que há
Com a pele armada, exército retornando sob aplausos e fogos,
De suas guerras.
.
Concluo, dentre as próximas horas que seguem
Nobre semelhança ao que seja desolação. Daqui em diante
Por tudo compreendido e achado
Me é pesado a embolorada convivência cotidiana qual ajusto.
.
terei de sair desses versos, queria dizer da valentia de sair desses versos.
E cantar minha canção desacreditada por meus pais.
Entranhas sendo virilmente ostensivos, sem receio.
E a moça em meus braços saúda o que há
Com a pele armada, exército retornando sob aplausos e fogos,
De suas guerras.
.
Concluo, dentre as próximas horas que seguem
Nobre semelhança ao que seja desolação. Daqui em diante
Por tudo compreendido e achado
Me é pesado a embolorada convivência cotidiana qual ajusto.
.
terei de sair desses versos, queria dizer da valentia de sair desses versos.
E cantar minha canção desacreditada por meus pais.
Nilson Marques Jr.
Ao ler esse poema, emudeci em minha leitura silenciosa.
ResponderExcluirAlgo tão impactante, tão voraz. Uma obra de arte em sua plenitude.
Tens alma e dom de artista, moço.
Fico aqui a pensar o quanto se perde ao não lermos linhas como essas.
Não cometerei mais esse erro...rs
Abração.
É de tirar o fôlego para depois de se ler o peito explodir em aplausos.
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