Estava só o corpo por quatro dias
Esteve só a vida toda [no elevador
..... Por ser poeta
Não teve o rosto reconhecido amistosamente
Seu coração e verso contemplaram
O valente miocárdio se despedaçar
Poderia fazer um poema
Medido em seu octossilábico sistema
Mas a morte era sua, sua meu poeta!
Abriu-se o corpo indiferente
A marmita do pedreiro em um futuro condomínio.
Seu orgulho, gastrite, seus óculos
....... Corretivos]
Contam apenas que ali havia vida
Só as crianças e pinschers deram por sua falta
Porque criança teima em revelar
Aquilo que ocultamos.
Logo agora dizer que era gente boa?
A polícia técnica sobe as escadas.
Estranhamente há serenidade
E há também fezes nas calças [dor!]
Encontraram o caderno, siso do falecido
O I.ML. recolhe o corpo, versos
Ficam jogados, envolvidos na escassez de leitura.
Meu amigo, caríssimo poeta!
Cadeira cativa nas praças,
Servidor público em tudo
Amava como servidor público
Uma vez escreveu dois poemas
Para sua amiga de repartição
... E a moça não o alcançou, - Poeta!
Neste último instante
(Insisto em dizer último por ser mentira)
Encheram a casa do parco amigo
A menininha aprendiz de nosso alfabeto,
Soletra seus versos
- Meu amigo, apodrecido, ganha sua platéia!
Esteve só a vida toda [no elevador
..... Por ser poeta
Não teve o rosto reconhecido amistosamente
Seu coração e verso contemplaram
O valente miocárdio se despedaçar
Poderia fazer um poema
Medido em seu octossilábico sistema
Mas a morte era sua, sua meu poeta!
Abriu-se o corpo indiferente
A marmita do pedreiro em um futuro condomínio.
Seu orgulho, gastrite, seus óculos
....... Corretivos]
Contam apenas que ali havia vida
Só as crianças e pinschers deram por sua falta
Porque criança teima em revelar
Aquilo que ocultamos.
Logo agora dizer que era gente boa?
A polícia técnica sobe as escadas.
Estranhamente há serenidade
E há também fezes nas calças [dor!]
Encontraram o caderno, siso do falecido
O I.ML. recolhe o corpo, versos
Ficam jogados, envolvidos na escassez de leitura.
Meu amigo, caríssimo poeta!
Cadeira cativa nas praças,
Servidor público em tudo
Amava como servidor público
Uma vez escreveu dois poemas
Para sua amiga de repartição
... E a moça não o alcançou, - Poeta!
Neste último instante
(Insisto em dizer último por ser mentira)
Encheram a casa do parco amigo
A menininha aprendiz de nosso alfabeto,
Soletra seus versos
- Meu amigo, apodrecido, ganha sua platéia!
Nilson Marques Jr.
Cedo ou tarde a gente vai se encontrar tenho certeza numa bem melhor.
ResponderExcluirNX ZERO