Tens um pássaro de asas abertas
mas está preso as tuas costas e não voa e não o vês.
Tens animais belos e valentes em ti
mas estão sempre bêbados ou presos a tua imaginação.
És poetiza e não precisas de folhas pautadas
e entendes a estratégia do medo.
Suportas a franqueza alheia,
e tem dias que acorda brigada
consigo mesma por continuar a acreditar
[pensando ser fraqueza.
Enquanto todos dormem
disputas entre o medo e o riso
Entre a força e o medo
Entre o medo e o ter
Uma vez comprou o mar
mas esqueceu os navios
E os sonhos que descambam teu mar adentro
te delatam, te encontram, te espalham
Já não te podes juntar, - És grande!
Nilson Marques Junior.
Quem de nós não tem um pássaro preso as costas volta e meia? Nós mesmos os prendemos esperando o momento em que ele saiba ganhar o céu sem medos...sem que o vento de suas asas provoquem a tormenta que destroi equilíbrios,derruba casas...espera o momento do Sol, momento dos medos não terem mais razões...então se lançará na liberdade sem dores levadas de arrasto.
ResponderExcluirPoeta danado, te ler é sempre alguma coisa entrando pela pele.