quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poema do Sono

Da necessidade do afago
É que faço meu dia.
A estrutura do real eu corro 
Com olhos fechados.
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Meus versos não dizem nada!
Aliás o poeta que voz fala
Nada sente, senão o sentimento do outro,
Dos que abordam nos sinais fechados.
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Atributos da miséria mercantilista
E o sorriso preso a vontade
Governista, entre goles de wisky e leite azedo.
.
O que há é o homem, sólido, suado,
Sem direito ao sono e ao medo.
Transeunte da natureza neuplásica.
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A cama não suporta meu corpo
E nunca me beija esta mulher como da última vez.
É como se me corroesse de ânimo beijá-la.
Não importa como venho parar aqui toda semana
.
Sei por hora que de mim, corpo esfuziante,
Todas as mulheres me beijam por ela.
Na verdade ela tira o vestido,
Em verdade lhe cai dos ombros o vestido.
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vestido sem cor que sobressalte a dela,
E tudo é delicado como o que penso ser morte
E todas as mulheres que desejei recuam ante ela.
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Minhas narinas sentem fragancia de carambolas.
Do pé da casa de Dona Dorinha
E sua filha me fez carinho nos cabelos
E me deixou tocar nos seios e eu curioso com
......... Novíssimos pelos pubianos
.
E a vida humana era apenas os seios e meus dedos
Tocando aqueles seios
.
Lembro dos banhos que toda semana espreitava
E da vez que descobri que nenhum pelo guardava 
Aquilo que não conhecia e me fascinava.
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O corpo dela...
Ainda me desconjunta, desarmado e indecentemente vencido.
Tentando tocar essa mulher que é mais que corpo
É sinal do amor Divino, sinal do apocalipse.
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Sairei de onde sempre saio com a firmeza que ninguém
Me conhecerá, como ontem não ouvi palavra amena.
Como hoje sem mão que me buscasse comum acordo
De pacificação.
.
Mas saindo transbordará tanta coisa
E ninguém continuará recordando essa figura
Entretanto fartarei meus versos provando
Que conheço os lares e seus cômodos.
.
Faço, num gesto sutil, encaixe nas
Entranhas sendo virilmente ostensivos, sem receio.
E a moça em meus braços saúda o que há
Com a pele armada, exército retornando sob aplausos e fogos,
De suas guerras.
.
Concluo, dentre as próximas horas que seguem
Nobre semelhança ao que seja desolação. Daqui em diante
Por tudo compreendido e achado
Me é pesado a embolorada convivência cotidiana qual ajusto.
.
terei de sair desses versos, queria dizer da valentia de sair desses versos.
E cantar minha canção desacreditada por meus pais.
Nilson Marques Jr.

2 comentários:

  1. Ao ler esse poema, emudeci em minha leitura silenciosa.
    Algo tão impactante, tão voraz. Uma obra de arte em sua plenitude.
    Tens alma e dom de artista, moço.
    Fico aqui a pensar o quanto se perde ao não lermos linhas como essas.
    Não cometerei mais esse erro...rs

    Abração.

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  2. É de tirar o fôlego para depois de se ler o peito explodir em aplausos.

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