Admito que os ruidos por mim ouvidos
foram meus passos se comunicando
com o caminho.
Socorrendo, acolhendo, trazendo
as marcas da história sobre as costas
cuidando de não sofrer mais do que se suporta
a minha alma vai descompassada, alforriada
deste mundo que me disponho a descrer.
Afoito, afiado, farejando a própria carne
apresento meu canto sobre galhos da árvore da vida
- Uma frase repetitiva...
Como se a busca homem adentro não cessasse,
sem negar a quem se ama
Se ferindo, refletindo e depois se revestindo do verdor da lágrima
corrida e eu ainda consigo ver as folhas secas
espalhadas ouvindo os estalos delas esmagadas
envolvidas no cheiro tranquilo
das carambolas pencadas
quase que escorrendo da boca que irei sugar
me retrocedendo a mesma condição de menino
a espreitar banhos.
Eu me dedico a ver por sobre os galhos
que se dobram aos meus delírios, tão propícios
a tudo que não posso, querendo, e quanto mais tenho
mais me vejo possuído, devidamente inebriado, sem meio
ou adiante, atrelado ao passado, como tudo que é perfeito.
Nilson Marques Jr.
Carambola. Fruta que nos instiga a imaginação, não é mesmo?
ResponderExcluirEla tem um azedo doce. Uma forma de estrela Galega. Seu amora não é de presença forte, mas faz salivar. As vezes, no alto do meu excêntrico paladar, gosto de combinar carambola com caqui de chocolate...rsrsrsrs
Bjos, moço artista.
As carambolas fazem parte de minha infância.
ResponderExcluirHavia um pé enorme no quintal da casa dos meus pais e ficávamos pendurados lá e indo para cima da casa no final da tarde pra ver o povo passar e a vizinha tomar banho.
Tem gente que parece carambola, no sabor na carne e na lembrança.
Fico feliz que o meu verso tenha se comunicado contigo, Cátia.
Bjão.